Balança minha querida… :) ahahahahahahahah

:) Euzinha toda catita... :)
🙂 Euzinha toda catita… 🙂

Devo dizer-vos que sempre fui uma moça de peso, não tenho propriamente a quem sair magra, podem acreditar que já fiz muitaaaaaa coisa para emagrecer mas esqueçam, eu devo ter nascido mesmo para ser gordinha, pois a mim nada me pega… 🙂

Quando decidi engravidar e na ausência do meu querido ginecologista recorri numa “urgência” a um outro bom especialista fiquei assustada pois disse-me qualquer coisa como:
“- Enquanto não emagrecer uns 15/20 kg nunca vai conseguir engravidar.”
Naqueles minutos fiquei sem saber o que lhe responder. Senti uma discriminação enorme, uma vontade enorme de o mandar para aquele lado que todas sabemos…  Eu sei perfeitamente que ter excesso de peso não é bom para a saúde de ninguém mas a verdade é que não nós gordinhas não somos nem melhores nem piores que ninguém só por ter uns quilinhos  a mais… Aliás até costumam dizer que as pessoas gordinhas são mais alegres… 🙂  E quantas mulheres gordinhas conhecem com filhos?!?!

No mês seguinte lá estava eu grávida, e sem ter perdido nenhum quilo. (afinal era possível)

O meu marido sempre muito solidário... :)
O meu marido sempre muito solidário… 🙂

Tudo estava a correr lindamente até as 12 semanas a balança marcar 3 dígitos.. Socorroooooooooooooo acho que é o desespero de qualquer mulher, detesto esta coisa, disse eu sem querer voltar a olhar para o mostrador … Lembro-me como se fosse hoje, o Dr C muito carinhosamente olhou-me nos olhos e com muita calma disse-me:
” -Patrícia, minha querida, conheces a POPOTA?!?!?!  Queres ficar pior que ela?!?!?! “

Nãooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!! 🙂
Bem vocês não têm noção, aquilo mexeu comigo de uma tal maneira que durante o resto da gravidez consegui emagrecer 10kg. Escusado será dizer que o facto de estar a perder peso fazia muita confusão a minha mãe, até que a tive de levar comigo ao médico e ele com aquele carinho muito especial que tem pela minha Belinha lhe explicou que quando uma mulher tem uns quilinhos a mais não tem propriamente de engordar durante a gravidez, e que eu estava a “portar-me” muito bem. 🙂 Passava cá uma fominha…. 🙂 (brincadeira)

:)
🙂

Confesso que houve alturas que me apeteceu devorar o mundo, Apetecia-me tudo, mas as palavras do médico estavam tão gravadas na minha mente que superava tudo, ou quase tudo. Durante a gravidez houve 3 coisas as quais eu não consegui resistir, canja, massa e marisco, não vos consigo explicar estes súbitos desejos, sempre que me perguntavam o que me apetecia comer as respostas eram sempre as mesmas…

Sem duvida que com mais ou menos quilos eu fui uma grávida LINDA!!!
Sem duvida que com mais ou menos quilos eu fui uma grávida LINDA!!!

Nós gordinhas temos o dom do engorda, como costumo dizer, a mim, até o ar me engorda, mas se nos deixarmos levar quando estamos gravidas passamos de gordinhas bonitas a bolinhas com pernas 🙂 mas bonitas na mesma… 🙂
Tive também a preciosa ajuda da M que vinha cá casa 2 vezes por semana fazer ginástica comigo e foi sem dúvida muito importante…


Conclusão passei a adorar a balança, sempre que tinha de pisar a dita cuja era uma alegria, marcava sempre menos qualquer coisinha 😉
Acho que foram os 5 meses da minha vida em que consegui gostar desta maldita que atormenta a vida de qualquer mulher… 😉

Já cá cantavam 35 semanas , e mais de 10 idas à balança... :)
Já cá cantavam 35 semanas , e mais de 10 idas à balança… 🙂

Beijinhos docinhos… ahahahahah ( até as magras gostam de doces… ) 🙂 ahahahahah

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… o novo papá… chorava compulsivamente de alegria… :)

Podia ficar aqui horas ou até dias para descrever esta família, mas a realidade é que não me ocorre nada melhor que FAMÍLIA!!! Eu não tenho uma família muito grande, mas mesmo com altos e baixos tenho a melhor família do mundo… tenho apenas 4 primos directos (pouquinhossssssss) e deles este papá é sem duvida o meu preferido… ( desculpem-me os outros, mas quem diz a verdade não merece castigo…) foi para mim sempre aquele irmão mais velho… Amo este “moço”(como lhe chamo carinhosamente)… Já esta mamã… é aquela prima que está sempre lá, até naqueles momentos menos bons ela tem sempre um sorriso uma palavra amiga… Adoro-a… Já o “meu” Tomás…. Oh pah!!!!!! Existe miúdo mais giro?!?!?!?! Ele é um amor… foi a primeira criança a conviver com o José e posso dizer-vos que se adoram…

Os meus dois amores... :)
Os meus dois amores.

O melhor mesmo é não me alongar mais nas palavras e deixar que voces chorem tal como eu chorei ao ler esta partilha… 🙂

“Mãe de menino.

A descoberta da gravidez…!!!

Um choque!!! Uma mistura de medos e uma explosão de alegria! Sempre quis ser Mãe ☺

Eu a chorar e a Liliana Machado, Mimi para o Tomás, a dar saltos de alegria e a dizer “quero ser a Madrinha, quero ser a Madrinha!!!”
Dar a notícia ao pai foi qualquer coisa de fantástico! Nunca chorei tanto de alegria!!

Faço as palavras da minha amiga Minda, O acidente MAIS FELIZ DA MINHA VIDA!!!

A gravidez foi super calma, enjoos só mesmo nos primeiros meses.
Confesso que nunca me senti tão bonita como enquanto estive grávida 🙂

E a minha querida sobrinha Filipa que o diga!!!

Os futuros papás... :)
Os futuros papás… 🙂
Tomás...
Tomás…
Sobrinha querida.. :)
Sobrinha querida.. 🙂

Chegou a hora de partir para a maternidade…  e sem o pai, mas muito bem acompanhada por uma avó babada e muito ansiosa…

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Eu sempre a olhar para o telemóvel e a ligar para o Rui a perguntar ” não vens? estás muito longe?… ”

e o  Sr. Rui a fazer o que mais gostava…  tirar fotografias!!! Isto até ver o próprio filho ☺

A muito custo, lá chegou a tempo e assistiu comigo a todo o processo. Não tive a sorte da epidural funcionar, senti tudo…!!!!  Mas foi o momento mais MARAVILHOSO que vivi!
Nem que viva 100 anos, nunca vou esquecer a carinha do meu príncipe a chorar com a carinha roxa!

Nasceu a 11-11-2009 pelas 21:45h

AMOR!!!!
AMOR!!!!

De repente ficamos todos preocupados com o novo papá!!  Chorava compulsivamente de alegria! Imaginem que até se esqueceram da mãe para dar água ao papá que chorava de felicidade. Conseguiu por toda a gente emocionada com a reacção!

Um papá mais que babado...  :)
Um papá mais que babado… 🙂

Obrigada Meu Amor por este momento em que estivemos juntos. O Momento que nasceu a Minha Família! A Nossa Família, que eu Tanto Amo!
O Tomás, ainda sem roupinha, foi para  maminha da mamã e logo se viu que ia ser um mamãozinho 🙂

Até tinha enfermeiras a ir ao quarto para o ver mamar!
Convém dizer que mamou até os 18 meses! 🙂

Menino da mamã.. :)
Menino da mamã.. 🙂

Foi sempre um bebé feliz mas muito chorãozito. Chorava de noite e de dia, até pôr a mãe em completa exaustão!! literalmente!! o descanso era quase impossível, mas bastava um sorriso daquela carinha rechonchuda para dar força para continuar…

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Um bebé com uma personalidade muito forte! Ainda hoje o é “ ou oito ou oitenta!” 🙂

Sorriso malandro... :)
Sorriso malandro… 🙂
Quando chora.... Chora com vontade... :)
Quando chora…. Chora com vontade… 🙂

É a nossa razão de viver! É das crianças mais surpreendentes que conheço e a mais sensível. (sei que sou suspeita e completamente apaixonada pelo meu filho!)

O Tomás tem um Amor louco pelo pai, não fosse ele a sua fotocópia!

O Meu Maior Orgulho… esta relação forte que cresceu entre os dois!

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O Amor de Mãe é tão grande que por vezes parece que não cabe no coração!! É o sentimento mais sincero, mais forte e mais genuíno que temos pelo nosso menino!!!

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Bem… difícil não é escrever sobre o Tomás, difícil é mesmo parar de escrever!!

Ele é a nossa alegria, a nossa Felicidade o nosso mais que tudo…!!!

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Obrigada Patrícia, por nos fazeres voltar a trás e reviver momentos tão,  tão bons!!
Beijinho e muitas felicidades para a tua Família”

Mais uma vez, muito obrigada Inês… foi uma enorme “honra” poder partilhar a história da tua família que por sinal eu ADORO!!!! 🙂

Beijinhos

O menino da Filipa…. :)

Podia ficar horas a tentar descrever esta mamã de menino, mas por mais que tentasse nunca conseguiria dizer tudo….ela é divertida, corajosa, querida, maravilhosa, fofinha…. para mim é sem duvida muito mais que uma AMIGA!!!

Aqui fica um bocadinho desta “MAMÃ de MENINO”….

“Sabem aquela sensação maravilhosa que nós mulheres sentimos quando descobrimos que há vida a crescer dentro nós? Eu não a tive.

O meu primeiro contacto com a maternidade foi catastrófico. Talvez por ser demasiado nova. Talvez por ter viagem marcada para ir de Erasmus. Talvez porque ainda tinha muito para viver antes de ser mãe e não me sentir minimamente preparada para desempenhar esse papel. Não vos sei dizer ao certo o que pode ter sido tão mau que me levou às lágrimas quando recebi a notícia, o que sei é que voltava a passar por tudo isso só para ter o que tenho hoje.

Estava eu no terceiro ano de faculdade, a um mês de completar 21 anos, quando fui fazer exames para tirar o Cartão Europeu de Saúde e ter direito a assistência médica em Inglaterra. Ia de Erasmus e não podia estar mais aberta a todas as possibilidades que esta experiência me ia trazer. Foi durante o Mundial de Futebol de 2006, num dos jogos do México, que recebi a notícia. Fui buscar o resultado das análises e o médico disse-me que estava grávida de 6 semanas. Só podia ser engano! Tomava a pílula há algum tempo e nunca tinha falhado, como podia estar grávida?

Ainda meia atordoada, fui à farmácia comprar um teste de gravidez (sim, porque um exame ao sangue não era mais viável do que um teste à urina. Trenguices, certo?). Fui para casa e fiz o teste. Nem tive de esperar os 4 minutos até ter o resultado, o “+” aparecer logo o visor. Acho que foi nesse momento que me bateu – ia ser mãe. E agora?

Comecei a chorar convulsivamente, como se estivesse perto do Apocalipse e sem salvação possível. Não me lembro de sair de casa, entrar no carro e conduzir até casa do meu namorado. Só me lembro de estar sentada no sofá de casa dele com o resultado das análises e o teste de gravidez na mão.

Ele reagiu muito melhor do que eu. Não ficou em êxtase mas aceitou bem a ideia. Analisamos a situação, os prós e contras e decidimos ter o bebé.

Já mais calma e a aceitar melhor os factos, chegou a hora de contar aos meus pais. Outro nó na garganta.

No final de jantar, ajudei a minha mãe a arrumar a cozinha e pedi aos meus pais que se sentassem na sala pois tinha uma coisa para lhes contar. Nem consegui abrir a boca. Com tanto nervosismo comecei a chorar. Os meus pais tiveram de adivinhar o que se passava porque eu não parava de soluçar. Estava apavorada com a reação deles mas mais uma vez, eles demonstraram que posso sempre contar com a minha família. O meu irmão ficou felicíssimo com a ideia de ser tio e ter um puto a correr pela casa, a minha mãe abraçou-se a mim e o meu pai, com o carinho que só um pai de menina consegue ter disse-me estas palavras, que nunca hei-de esquecer, “Estás a chorar porquê? É vida que vem aí!”.

Este foi o passo que faltava dar para aceitar de braços abertos o que por aí vinha.

Gravidissima... :)
Gravidissima… 🙂

Os meses seguintes não foram fáceis. Posso dizer que tive uma gravidez santa, só tinha barriga. Não sei o que são enjoos ou desejos. Não tive o ‘pano’ que algumas mulheres ganham, não aumentei muito de peso, nem sequer fiquei com o umbigo para fora. Aliás, mantive o meu piercing até ao 8º mês. Mas detestei estar grávida! Não achei lindo ou mágico, não senti que estivesses com nenhuma luz especial. Chateava-me não conseguir dormir de barriga para baixo e estar constantemente com vontade de ir ao wc, para chegar à sanita e só fazer duas pinguinhas. Chateava-me as dores de costas e o desconforto quando o bebé se mexia. Chateava-se, mais para o final da gravidez, estar tão barriguda que não cabia nas cadeiras do anfiteatro da faculdade para fazer os exames finais. Tudo me irritava e não via a hora de ter o bebé.

O Duarte nasceu no dia 10 de Fevereiro de 2007. Em plena época de exames! Foram precisas 14 horas e 5 doses de epidural para o trazer ao mundo. Até nisto ele deu trabalho!

Mas no momento em que o colocaram em cima de mim, ainda sem o banho tomado, quando senti o peito dele encostado ao meu e coraçãozinho dele a bater, esqueci-me de todas as coisas más. Aí, só nesse momento, é que vi a tal magia de que toda a gente falava.

Os dois primeiros anos de vida dele foram terríveis. Ele não dormia e era um pisco para comer. Vi-me numa situação em que via todas as minhas amigas a sair e a curtir os anos loucos da faculdade enquanto eu não tinha vida. Era casa-faculdade-trabalho-casa. Não sabia o que era ir tomar um café com os amigos. Tinha um filho bebé em casa, um emprego e um curso para terminar. De todas as coisas que sou grata neste mundo, a minha família é a que mais vezes me faz levar as mãos ao alto em agradecimento. Se não fosse a ajuda deles, não tinha conseguido terminar o meu curso nem tirar o Mestrado e, certamente, não teria a estabilidade económica e profissional que hoje tenho e que consegui graças a esse esforço.

este sorriso é tudo para mim.. :)
este sorriso é tudo para mim.. 🙂

Hoje tenho um homenzinho de 8 anos em casa, que come mais do que eu e sem o qual já não consigo viver. Em 2010 eu e o pai dele separamo-nos amigavelmente e isso acabou por criar uma ligação mais forte entre mim e o Duarte. Somos os dois contra o mundo e nada se consegue intrometer entre nós!

:)
🙂

O Duarte é uma criança com um ligeiro nível de sobredotação e uma maturidade muito acima da média. Detesta que o tratem como uma criança e exige sempre a verdade, por mais dura que ela seja. Falo de todos os assuntos com ele, peço-lhe opinião e ele faz o mesmo comigo. Somos os melhores amigos e o facto de ter sido mãe bastante novinha teve o seu lado positivo porque agora fazemos programas em conjunto que não são nem demasiado infantis para mim nem demasiado adultos para ele.

Adoramos viajar... :)
Adoramos viajar… 🙂

Costuma dizer-se que as meninas são mais ligadas aos pais e os meninos às mães. É bem provável que seja verdade, acho que terei de ter uma menina para confirmar se é mesmo assim, mas a ligação que existe entre mim e o meu menino é inegável.

Viver num mundo onde o Duarte não exista para mim já não faz sentido.”

amo ser mamã de menino... :)
amo ser mamã de menino… 🙂

À “Mama de Menino” um enorme obrigado pela oportunidade de partilhar a minha história e, quem sabe, ajudar algumas jovens que estejam a passar pelo mesmo que eu passei. A ti, Patrícia, minha amiga já de uma vida passada, um grande bem-hajas por criares um ‘espaço’ assim, de pessoas reais, que fala de mulher para mulher e que mostra que nem tudo são fadas e arco-íris, ao contrário da imagem que outros blogs querem passar. Ter um filho é uma dádiva, sem dúvida, mas é sempre bom ter presente aquela velha máxima – “ter um filho é dor, criá-lo é amor”.

Não tenho palavras para agradecer à Filipa por esta fantástica partilha…. 🙂

“Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.”  Posso dizer que, quem  tem uma Filipa tem tudo… 🙂 🙂

beijinhos cheios de boas energias… 🙂